- textos doutros autores -
maio 28, 2024
A vida avança - Su Dongpo
maio 19, 2024
Com um pé no ar
Esta fotografia foi tirada perto de Freixo de Espada à Cinta, num dia de verão com sol muito intenso.
- sombras de mim -
maio 11, 2024
Um pequeno fenómeno
maio 01, 2024
Salgueiro Maia - Vhils
No dia em que se comemoraram os 50 anos do 25 de Abril foi inaugurada esta obra de Vhils em Castelo de Vide, terra natal de Salgueiro Maia. Trata-se duma escultura em cimento com pouco mais de dois metros de altura por cerca de 40cm de profundidade, feita a partir duma famosa fotografia de Alfredo Cunha tirada no dia da revolução.
- Coisas por aí -
abril 25, 2024
50 palavras para Salgueiro Maia
abril 16, 2024
Andreas Stocklein
abril 08, 2024
Ilusão - E. M. de Melo e Castro
março 25, 2024
A indecisão da letra muda
março 17, 2024
Flores de olaias no chão
Num caminho de terra castanha, salpicado de musgos verdes, caem flores carmim das olaias, no parque de Palmela, situado na encosta do castelo virada a norte. O sol de fim de tarde estava com uma luz intensa, daí as cores tão fortes.
- Coisas por aí... -
março 02, 2024
O discóbolo
O discóbolo é uma obra feita há dias, com caneta-pincel de acrílico dourado sobre um LP de vinil. Uma brincadeira que me fez sair do meu "espaço de conforto", como agora se diz.
- Diversos -
fevereiro 22, 2024
Tenho um gato
Tenho um gato cuja maior mestria é dormir, como sucede com qualquer gato. Olha para mim quase sempre que olho para ele. Às vezes pergunta-me Então, o que se passa contigo? Incomoda-me o seu olhar e as suas perguntas. Nem sempre lhe respondo e chego até a virar-lhe as costas, mas fico a pensar nele. Os gatos passam dois terços da vida a dormir, e em dois terços do tempo que passam acordados estão silenciosos, parados e de olhos semicerrados, sentindo a verdade como ela é: agora e sem porquês. Quando me sento no sofá, vai para o meu colo e olha-me duas ou três vezes com um ar ensonado, dizendo Vou mostrar-te como se dorme. Dá meia-volta, enrosca-se num abraço fraterno ao sono, olha-me uma última vez para confirmar que ainda estou a olhar para ele, e pronto. Depois fico a sentir-lhe o ronrom e a fazer-lhe festas suaves e lentas. Tranquiliza-me, dá-me sono…, mas não durmo.
- parágrafo do Monólogo das insónias -
fevereiro 10, 2024
Um pequeno cogumelo
Um pequeno e colorido cogumelo nasceu sobre um pedaço de sobreiro morto, com um palmo de comprimento. É a natureza a cumprir a sua função de renovar a vida. Não é preciso dizer mais.
- coisas por aí... -
fevereiro 03, 2024
Esmola
Raramente dou esmolas, porque raramente me parece serem sinceros os pedidos. Por outro lado, cruzo-me com gente que certamente precisaria de esmola mas que, por orgulho ou vergonha, não a pedem. E quando dou, às vezes arrependo-me. Hoje dei esmola a um velho que estava sentado num banco de jardim, a meio da principal avenida da minha cidade. À distância vi-o pedir a uma mulher, que lhe deu uma moeda. Eu aproximava-me dele e percebi que me iria pedir também. E assim aconteceu. Estendeu a mão e o olhar na minha direção e disse baixo algumas palavras que não entendi. Passei à sua frente, olhei-o de relance mas segui. A minha mulher disse Cheira tão mal a mijo! Eu não me apercebi, mas olhei para trás e parei. Então, vi melhor a figura daquele homem, que ainda olhava para mim, mas agora de mãos nos joelhos. A sua roupa estava sebenta e a sua pele suja e gordurosa. Tinha boina na cabeça e uma bengala ao seu lado. Peguei na carteira, tirei uma boa moeda, voltei para trás e coloquei-a na mão do homem. Ele agradeceu com uma lengalenga longa da qual só entendi algumas palavras. Não lhe senti mau cheiro, nem me arrependi de lhe ter dado a esmola.
- do projeto Anuário de banalidades -
janeiro 27, 2024
Dentro de cada homem existem várias pessoas - II
A série Dentro de cada homem existem várias pessoas é composta por três telas, todas em quadrícula e com 1,40m x 1,40m. Nesta foi utilizada uma fotografia do Nuno Apolinário, falecido no ano passado. O Napolin, como gostava de ser chamado, pintava e fazia desenhos muito peculiares, sintéticos, reveladores duma sensibilidade muito especial.
- da série Dentro de cada homem existem várias pessoas -
janeiro 15, 2024
Um beijo interminável
- sombras de mim -
janeiro 07, 2024
Quando fecho os olhos no escuro da noite
Muitas vezes, quando fecho os olhos no escuro da noite, e com a lâmpada do quarto apagada, projetam-se luzes multicores no interior das minhas pálpebras, vindas dum foco situado dentro do meu cérebro. Vejo uma paisagem de cores e manchas luminosas, que se move e se transforma com ligeiros movimentos dos meus olhos, ou apenas com o que penso. É um filme meu, numa sala só minha, onde sou o único espetador.
- do projeto Noitário de um insone -
